terça-feira, fevereiro 28, 2006

Resumo

Esta semana, em que permaneci ausente, foi pródiga de assuntos...
Antes de mais: Viva o Benfica! Acho que não há mais nada a dizer sobre isso.
Depois o problema do pito, esta gripe veio para ficar. Até admira não haver ainda casos em Portugal. Mas também, com um País como o nosso, com um SNS decadente, nem o pito doente pára cá.
A propósito da co-incineração tenho uma pequena rima que me surgiu por acaso...

Ministro do Ambiente,
Com lixo até às orelhas,
Buscaste ideias velhas,
E foste impaciente.

Procuraste incinerar,
Os resíduos com cimento,
Mas depois no Parlamento,
A Lei não pôde passar.

Agora com maioria,
E à frente do Governo,
Já não há filosofia,

Que à queima ponha termo.
Incinerar todo dia,
P'ra bem da Economia!

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

Águia

Águia, símbolo real,
Deste club vencedor,
Não desistas, por favor,
De vencer outro animal.

Na Luz, que é o teu Lar,
Dizimaste o inglês,
Que era um bom freguês,
Para a Taça agarrar.

Tens agora o Dragão,
Bicho da Mitologia,
Fere-lhe no tesão,

Emprega tod' a Engenharia,
Digna de campeões,
Homens com os colhões.

terça-feira, fevereiro 21, 2006

Espaço Divino III

Cronos: Um dos titãs, filho mais novo de Urano e Gaia. Regente do Universo, foi advertido que um dos filhos o destronaria. Assim, engolia os filhos ao nascimento. Reia, sua mulher, substituiu o quinto filho por uma pedra que ele engoliu. Zeus foi escondido em Creta e em adulto, com a ajuda de Geia, obrigou Cronos a vomitar os 5 irmãos e a pedra. Após uma Guerra contra seu pai, aprisionou-o no Tártaro, uma caverna profunda.

Cronos, filho de Urano,
Atendeu ao chamamento,
Sozinho, o pai combateu,
Tirou-lhe o que era seu,
E tomou lugar soberano.
No Eterno movimento,
Que é o grande destino,
Da traição foi avisado,
D' um filho amaldiçoado,
De Reia e seu casamento.
Pensamentos peregrinos,
Teve aquele animal,
Os seus filhos engolir,
Para nenhum o trair,
Mesmo os mais pequeninos.
Assim como era normal,
Ia engolindo mais um,
Mas uma pedra comeu,
E seu filho, Zeus, viveu,
Em Creta, longe do Mal.
Cresceu sem temor algum,
Do seu pai desconhecido,
Libertou os seus parentes,
A pedra e irmãos ausentes,
E travaram guerra comum.
Cronos foi o derrotado
Os Ciclopes ajudaram,
Foi parar a uma caverna,
Do Mundo, a mais interna,
E lá ficou encerrado.

Gripe dos pitos

Isto da gripe começa a preocupar-me... Se o pito anda doente, o que é que eu vou passar a comer? Deus nos livre das alternativas.

Se o pito anda engripado,
E a pachacha doente,
Não há foda frequente,
E fico preocupado...

Qual é causa da maleita,
Que achaca este pitedo?
Terá o homem bruxedo?
E não a porá satisfeita?

Com tanto paneleirote,
Qualquer pito adoece!
Assim deixo o meu mote,

Que todo o pito agradece:
A todo homem a valer,
Que desate já a foder!

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Português

Há coisas que me comem a cabeça...
Alguém me sabe explicar se a palavra "argumento" se pode usar como sinónimo de "discussão"? I.e., "Eu tive um argumento com X".
Por que é que a indústria do fio dentário decidiu chamar-lhe "fio dental"?
Por que é que se continua a dizer e a escrever "enquanto que", em vez de "enquanto"?
Por que é que se diz "por causa que", em vez de "por causa"?
Ou "há-des" ou outros homicídios à nossa Língua Mãe?!
Por que é que os putos de agora têm a mania de comer as palavras?
Ajudem-me, já nem consigo dormir...

sábado, fevereiro 18, 2006

Esclarecimento

Escrevo hoje, não para exclarecer, mas para pedir um esclarecimento à comunidade...
Não é que o Ministro da Saúde veio dizer que o SNS precisa de outras formas de financiamento, nomeadamente, o financiamento directo por parte do utente?
Se bem me lembro, essa ideia pioneira do Ministro já tinha sido avançada, com moldes diferentes, pelo anterior Primeiro-Ministro, Dr. Pedro Santana Lopes! Mas que raio, então andam-se a gastar boletins de voto, para as políticas serem as mesmas?
Francamente. Não é que eu discorde delas, sou a favor de uma maior responsabilização do utente, mas era preciso mudar de Governo duas vezes num ano para se perceber isso? Estas políticas e outras, como a política de Impostos e Contribuições, que está a ser uma cópia fiel do que foi preconizado pelo anterior Governo.
Só podemos andar a brincar às Democracias!!!

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

Insónia II

Lê a minha poesia,
Podes ser a minha eleita,
P'ra viver vida perfeita,
Comigo, na noite e dia.

Quero ser o complemento,
Dessa alma atormentada,
E agora que és achada,
Faço-t' o meu juramento:

De ficar sempre contigo,
E nunca te abandonar,
Ser o teu melhor amigo,

E tua vida amparar.
Prometo o amor mais forte,
Na Vida e pr' além da Morte.

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

Indignação II

Apesar de estar numa fase da minha vida académica eminentemente prática, ainda vou tendo umas aulas teóricas de vez em quando... E é um espanto notar que a maioria dos docentes mal sabe escrever em bom português! Mas que raio, se se exige a um miúdo pequeno que não dê erros e que escreva correctamente, não se há-de exigir isso aos grandes?!
Aqui fica a minha indignação... Nem tenho coragem de escrever uma poesia acerca disto. É dar pérolas a porcos.

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

Post-mortem

Depois da depressão profissional e afectiva que foi o início desta semana, começo a ouvir boas notícias... Juntei a essas a depressão política.
Gostei de ver o nosso Ministro das Finanças a advogar que não se pode baixar os Impostos. Que novidade... Nem outra coisa se estaria à espera. Mas agora tem de se justificar o justificado?!
Comecem é a justificar o peso do Estado e a despesa do Estado... Nisso andam caladinhos que nem ratos.
http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro_digital/news.asp?section_id=1&id_news=63345
Assustem-se...

Entrei na sede do Rato,
Desci depois a S. Bento,
P'ras bandas do Parlamento,
Encontrei gente de fato.

Falavam como doutores,
Sabidos da profissão,
Que é ser grande ladrão,
Do Estado e seus sectores.

Meus amigos do governo,
Que desgoverna a Nação,
Atentai no estafermo,

Que é um Estado-papão,
Que controla o Capital,
E enterra Portugal.

terça-feira, fevereiro 14, 2006

Dia dos namorados

Seu eu fosse namorado hoje tinha sido um dia avassalador...
Bombardeado de publicidade desde o Natal, com o dia dos namorados, tinha atingido o clímax hoje, bombardeando a minha namorada como toda a gente sabe...
Como não se passa nada por estas bandas, não há guerra para ninguém!
Mesmo assim, fiz um pequeno soneto ao Santo. Fica sempre bem.

São Valentim! Abençoa
Este corpo angelical,
De mulher nada banal,
Que até malhos atordoa.

Dá-lhe muita resistência,
Que aguente esta paixão,
Que se converte em tesão,
E fode sem consciência.

Desde o dia de Natal,
Se ajeita o bacamarte,
P´ra festejar afinal,

O nosso engenho e arte,
De enganar senhoritas,
Com cornos e outras fitas.

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

Acordar

Hoje acordei e não estavas,
(Nem ontem nem há um ano),
Nem mesmo por um momento,
Me esqueço da derradeira,
Vez, quando acordei sonolento
E tu, sonhavas à beira.
O meu amor é decano,
Daí vem o seu perigo,
Pois se fosse novo no mundo,
E durasse há um segundo,
Eu já o tinha esquecido.
Ficou assim o teu nome,
Gravado a ferro quente,
No istmo da minha mente,
Que contigo se consome,
Não sei que decisão tome,
Se escolho outro caminho,
Ou vou cismando sozinho.

domingo, fevereiro 12, 2006

Espaço divino II

"Aretusa
Uma ninfa dos bosques, a favorita da deusa Ártemis. Um dia, enquanto Aretusa se estava a lavar num córrego que pertencia a Alfeu, um deus-rio, este apareceu e declarou o seu amor. Aretusa fugiu pelo oceano até a ilha de Ortígia, onde Ártemis a transformou numa fonte. Mas Alfeu perseguiu-a e transformou-se num rio cujas águas se uniram às da fonte. Antigamente, acreditava-se que o rio Alfeu corria pelo mar da Grécia e emergia na fonte de Aretusa, no porto de Siracusa, na Sicília."

Às Ninfas da Terra inteira,
Ensinou-lhes Aretusa,
A fugir de quem as usa,
Para que foder as queira,

Pelo Oceano adentro,
A Ortígia ela chegou,
Artemis a transformou,
Na fonte que mói o tempo,

A cidade é Siracusa,
Que alberga amor tanto,
E o rio que se acusa,

E que eu agora canto,
Tem o amor que é meu,
O deus-rio, o Alfeu.

Retoma

Nação Portuguesa não desanimem, melhores tempos virão.
Quanto à OPA: vendam lá o raio da PT, desmantelem aquilo e baixem os preços da net...

Isto de ter um blog com trâfego internacional exige preços baixos.

Português, de puro sangue,
Não te deixes enganar,
Pois se é grande o teu pesar,
A tua glória é grande.

Se agora não tens nada,
Em tempos tiveste fartura,
Uma riqueza à altura,
Da tua pixa afamada.

Pois aí está vosso tesouro,
Ó homens de Portugal,
Um caralho duradouro,

De destruição total,
Uma arma de arremesso,
Que ainda não tem um preço
.

PS: Cuidado com os Estados Unidos. Quando descobrirem este tesouro, melhor que o petróleo, vão-nos querer invadir.

sábado, fevereiro 11, 2006

À crítica fácil

Não me dá muita canseira,
Libertar estas palavras,
Pois estão encurraladas,
E saem de qualquer maneira.

Dá-me é nojo abundante,
Ouvir-te dizer cagada,
Críticas à Obra acabada,
Sem produzir semelhante.

Se é merda: dizes tu,
E o Verbo não libertas,
Guard'-o nas bentas do cu,

Se as tiveres abertas.
Como é da tua natureza,
Isso é uma certeza.

Raízes

O Poder cria raízes,
Que tolhem o pensamento,
Qu'oscila qual catavento,
P'ro que nos faz mais felizes.

Não sendo imparciais,
Escavamos sepulturas,
Onde pessoas mais duras,
Põem nossos restos mortais.

Mudam os tempos antigos,
A mente muda, ancião,
Não favoreças amigos,

Escolhe com a Razão,
Porque se assim não for,
Procura um sucessor.


quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Insónia I

Lembra-me o teu olhar,
Como ficava brilhante,
Como tocava no meu,
Percebias num instante,
Quão forte era amar,
Tocar, beijar, agarrar,
Por fim ser todo teu,
Sermos um ser semelhante.
"Como está tão distante",

Já não te posso abraçar,
Já não te levo ao céu,
"O nosso amor morreu".


Isto é a prova viva da minha demência senil.
Já nem me concentro para a poesia realmente importante.

Inevitável

O inevitável é isso mesmo: é o que não conseguimos evitar (desculpem a redundância)...
Esta semana esteve cheia de inevitáveis como qualquer semana que se preze. A nível internacional era inevitável que um bando de Sarracenos possuidos fosse fazer cagada nas embaixadas, ainda por cima quando o raio do cartoon era de um mau-gosto evitável. Não estou a defender posições extremistas, nem tão-pouco a censura. Era inevitável a sua publicação e infelizmente, inevitável a reacção tresloucada. Também seria inevitável o rabinho alçado do MNE pronto para a enrabadela, porque já se sabe que é uma posição muito do seu agrado. Se bem que eu concordo que os símbolos religiosos não devem ser devassados, mas isso daria azo a muita discussão.

Fica aqui uma pequena poesia a ilustrar este episódio internacional que está longe da sua solução

Terroristas Infiéis,
Não gostaram do desenho,
Juntaram o seu empenho,
Destruiram os quartéis,

Dos Países receptores,
D' emigrantes às centenas,
Que têm nada, apenas,
De educação ou valores.

Quem acreditar não faça,
Dos símbolos e suas crenças,
Uma insignificante graça.

Quem não tem na Fé, doenças,
Que tenha postura dura,
Pois ainda não há censura.

Espaço divino

Resolvi inaugurar um espaço neste blog, para oferecer alguns textos aos deuses da Antiguidade, à laia de sacrifício...
Por falar em sacrifícios aqui fica a ideia: Porque não queimar, como se de um auto-de-Fé se tratasse, a carroça do Macacácio? Eu trago a lenha.

"Euterpe
Uma das nove Musas de Apolo. O seu nome significa "deleite". Nascida da união de Zeus e Mnemósina juntamente com as suas outras oito irmãs. É a Musa da música e da poesia lírica. É também a Musa da alegria e do prazer, além de ser a musa da arte de tocar flauta. "

Das odes que recebeste,
Está o Inferno cheio,
Sonetos meti pelo meio,
E outras coisas meteste,

Temos pena, dizes tu,
E citas a Grande Musa,
Que nos anima e dá Tusa,
E mete coisas no cu.

Euterpe, grande mulher,
Toca-me a flauta de pau,
A “lírica” que eu te der,

Não digas que isso é mau,
Um colossal bacamarte,
Que inveja o deus Marte.

A noite, o breu

Anoitece no meu mundo,
Contemplo esta paisagem,
O Sol guarda o meu segredo,
Com ele morre a mensagem,
O que eu sinto cá no fundo,
É mais que escuro bruxedo.
Num mundo de meter medo,
Tento encontrar uma luz,
Para não ficar sozinho,
Procuro quem me conduz,
Não tenho que ir muito cedo,
Mas para lá eu caminho.
E tu também, meu amigo,
Viajas pro mesmo lugar,
Onde a tua consciência,
É o que te vai libertar,
Anda, caminha comigo,
Mas não percas a paciência,
Desperta para a nova Ciência.
Depois de um dia cansativo, com exame pelo meio, há alguns momentos de Paz e Reflexão. São é cada vez menos...

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Indignação

Que bela foda no cu,
Sonhei para ti, querida,
Ó mulher da minha vida,
Sim, és tu! Mesmo tu…

És uma desconhecida,
Que passou por mim na rua,
Meu Falo disse: "É tua!"
"E tem de me dar guarida",

Subiu alto o pensamento,
E alto subiu meu badalo,
P'ra te dar algum sustento,

Tenho pila de cavalo.
Mas tu preferes cabrões,
Eunucos, sem os colhões.


Esta poesia ocorreu-me em memória das belas senhoras que caminham com desdém pela calçada. Senhoras deste País, não cuspam no prato onde comem... Normalmente o prato tem salame e quem cospe somos nós!
Achei que seria um bom soneto para começar a verborreia senil, que versará neste blog, já por si demente.

Início

No início...
Recorrendo a um ditado tipicamente português que reza "o comer e o coçar, está no começar" decidi entrar no mundo do bloguismo...
Vamos a ver se a inércia não me prega uma partida e me retira forças para este novo e nobre propósito.
Assim sendo, vamos libertar o Verbo de dentro de nós e esperar que dê frutos.