sexta-feira, maio 26, 2006

Universal

Se amar todo o Universo
For um pecado mortal,
Me torne já animal,
Pois pensar eu não mereço.

A paixão fugaz e breve
Existe a cada momento,
Por um só pensamento
Qualquer coração cede.

Mas verdadeiramente
O amor aqui não mora,
Sei que é incoerente

Gostar só por meia-hora,
Mas é esse o sentimento
A que eu estou atento.

quinta-feira, maio 18, 2006

Desolação

Cedo chegaste, dor minha
E me levaste p' ras Trevas,
Tão cedo, tão prematuro
Destruiste o meu Futuro,
Meu corpo que já não levas
E toda a Vida que eu tinha.

Como é que foste capaz?
Imagina-me a crescer,
Minhas primeiras palavras
Seriam p'ra ti ditadas...
O que eu tinha p'ra viver
Já ficou tudo p'ra trás.

Decerto não te mereço,
Vou perturbar o teu mundo.
Sou filho de um acidente!
Mas verdadeiramente
Rezo por ti cá do fundo,
Minha mãe, onde eu pereço.

Chorar, ou não

Não chores, minha amiga,
As rugas nascem assim
E eu não falo de mim
Que tenho doença antiga

D’ eu chorar não há memória,
Não devo ter sentimentos
Pois nem nos piores momentos
Ou na mais triste história,

Chorar não combina comigo
E quem me vir não parece
Que estou chorando um amigo,

Nem um defunto merece
Uma lágrima vertida
Em toda a minha vida.

Este soneto, com alguns meses, demonstra tudo o que eu senti na semana da Queima das Fitas que passou.