segunda-feira, janeiro 08, 2007

A Paixão

Lenta Valsa, este Destino
Que procura os amantes
Numa dança desigual
Pois há tantos e distantes:
Do real ao clandestino
Do humilde ao triunfante.
É como veneno mortal
Que vive de tal sustento
Que procura afinal
Quem se ame e se encante.
O resultado causal
É um nobre sentimento
Baptizado por poetas
De “grandioso tormento”
Será assim, tal e qual?
Pois para mim, finalmente
É o pior do pior Mal
Pois é terror, sofrimento
Dum impiedoso tribunal.
Já estou a ficar dormente
Do amor que é assassino
Que se instalou de repente
Prevendo o meu triste final
Pois é forte mas recente
Este amor que eu assino.

quinta-feira, janeiro 04, 2007

Quase dois meses...

A veia literária tem estado algo "seca"...

O Perfume

Delicado, mas presente
O odor assim se alastra
Como o vinho d'alta casta,
Que inebria lentamente

E quando estás ausente
Já te sinto à distância,
Essa subtil fragrância
É-me sempre consciente

Já tenho um frasco só meu
Para me lembrar de ti
“Vê lá no que me deu

P'ra esquecer que te perdi”
E se a perda não se assume
Amarei sempre o perfume.

Uma coisa que escrevi há algum tempo... para relembrar.