quarta-feira, março 21, 2007

Dia Mundial da Poesia

Desde os tempos mais remotos
À luz da Actualidade
Se esforç' a Humanidade
Por fazer versos devotos,

Desde as Ninfas, à mulher
Mais vulgar da sociedade,
Desde o sonho à realidade
Põe-se o homem a'escrever.

Mas será que é verdade
Tudo aquilo que escreve?
Será que a insanidade

Não o toma, mesmo breve?
E em verdade, escrevo
Tendo o soneto por tema
Perturbado, feito a medo
Não deixa de ser um POEMA.

Memórias

Vou recuar algum tempo
Vislumbrar o meu passado
Em suave movimento
Que sustenta o pensamento
Do homem que foi amado.
Não sei porquê afinal
Me veio isto à memória
Porque afinal, no final
Perdi a pena e a glória.
Que loucura, insanidade
Entregar-me assim a ti
Mas para dizer a verdade
Sinto agora a saudade
Desse tempo que vivi.
São imensos pormenores
Diante da minha mente
Desde momentos melhores
Passando por dissabores
E amuos de demente.
Desde o ranger das escadas
Às paredes do teu quarto
Do cheiro das almofadas
Das noites inacabadas
Quando nunca estava farto
De te ter, de seres minha
Como eu era só teu
Mas não te tenho, só tinha
Até que o amor morreu.

quinta-feira, março 15, 2007

Beleza

Queria entrar no teu mundo
Descobrir os teus projectos
Gostos, feitios, afectos...
Queria dissecar-te o corpo
Num simples toque de dedos
Sem entraves, dor, nem medos
Dar-me enfim algum conforto
Sem mentira e sem segredos.

domingo, março 11, 2007

Ditos

"O orgasmo é o state-of-the-art do prazer"

sexta-feira, março 09, 2007

Já não quero mais...

Já não quero mais olhares
Não suporto os meus sorrisos,
Quero mais, intensamente
Se eu começar, que não pares
Numa estranha ousadia
De movimentos precisos.
E na manhã ainda quente
Como doce melodia,
A tua voz a acordares
Ainda me diz lentamente
"Queria que fosse diferente
Queria viver livremente,
Mas estou, dia-após-dia
Presa a ti, eternamente."

terça-feira, março 06, 2007

Portugal

Como o humano se engana
Tapando o Sol c'o a peneira,
Mas a realidade certeira
Ultrapassa qualquer fama

De romântica maneira
Este País foi formado,
Desde o longínquo passado
Quer alguém queira ou não queira

Não esqueças que as raízes
Cantadas por todos nós
Fazem deste canto amado

O melhor entre países
Fatalistas, sempre sós
Não será este o nosso Fado?

sexta-feira, março 02, 2007

Ler

Quando afago os teus cabelos
Sinto o ar que tu respiras
Quando me olhas nos olhos
Nesse olhar doce e brilhante,
Quando eu beijo os teus lábios
Com a furia de um amante
Sabes ler a minha alma?
...
Quando eu toco e desnudo
Cada curva do teu corpo
Quando em movimentos sábios
Me revelas quase tudo
Quando tudo acontece
E perdemos o limite
Quando se perde o controlo
E não há nada que o evite:
Sabes ler a minha mente?
...
E quando eu estou ausente
Em muitos e longos momentos
Pergunto eu, preemente
"Sabes ler meus pensamentos"?