segunda-feira, fevereiro 13, 2006

Acordar

Hoje acordei e não estavas,
(Nem ontem nem há um ano),
Nem mesmo por um momento,
Me esqueço da derradeira,
Vez, quando acordei sonolento
E tu, sonhavas à beira.
O meu amor é decano,
Daí vem o seu perigo,
Pois se fosse novo no mundo,
E durasse há um segundo,
Eu já o tinha esquecido.
Ficou assim o teu nome,
Gravado a ferro quente,
No istmo da minha mente,
Que contigo se consome,
Não sei que decisão tome,
Se escolho outro caminho,
Ou vou cismando sozinho.