sexta-feira, setembro 29, 2006

Uma noite

Uma janta bem regada
De amigos e bom vinho,
Numa mesa, num cantinho,
Numa tasca sossegada.

Foi comer e foi beber
E no fim o digestivo
Que um serão divertido
Se deixava antever

Uma praxe de enfiada
À porta da faculdade
E para falar verdade

A noite ainda durava
Na festa de Economia
Beber de tudo o que havia.

sexta-feira, setembro 22, 2006

Nem vale a pena comentar. É a risota total

A planta


Estava eu descansado a entrar no elevador quando deparo com este papel. Não resisti à foto e à posterior publicação.

sexta-feira, setembro 15, 2006

Leva-me

Para onde fores
É o meu Destino,
Traça uma via
É o meu caminho,
Onde estiveres
Eu lá estarei,
Até esse dia
Eu esperarei.
E se apenas for
Numa lage fria,
Quero um pergaminho
Que a cantar diria:
"Jazem dois amantes
Viveram errantes,
Cessaram as dores,
Morreram d' amores"

quinta-feira, setembro 07, 2006

Há meses

Agora que me estabeleci, resolvi revolver os meus escritos e publicar mais um soneto antigo... Não muito antigo (tem meses).

Tens medo de magoar
Mas eu já estou crivado
Da mágoa do meu passado
De te ver sem te tocar.

Foges do envolvimento
Mas tu já m’aprisionaste,
E por muito que me afaste
Não me sais do pensamento

Este gostar meio insano,
De Platão filho bastardo,
Acorrenta o ser humano

A um grande e farto fardo
Mas é um amor soberano?
Ou um sentimento parvo?