Preguiça, como te uso
Em delicado bailado,
Vivendo uma latência
À qual estou habituado,
E como me deixa confuso
Este existir falhado
Somando com frequência
Largos tempos ociosos
E nem a melhor ciência
Explica este estado,
Do não fazer eu abuso
Como um triste e negro fado
Que me testando a paciência
Me mantém muito ocupado
Num proveito bem obtuso.