terça-feira, abril 15, 2008

Ode a duas irmãs

I

Musas da Romana Cidade

Mostrai vossos belos corpos

Que escondem com devoção,

Dai-me a inspiração.

Levantai até os mortos,

Ó filhas do mesmo padre,

II

Aprendam a boa vida

Ó duas formosas manas

Boas e sem um amado

Qual delas tem cu melhorado?

Qual delas tem melhores mamas?

Quem as comer que decida.

III

Pois tendo a mesma semente

Tendes os mesmos pecados,

Vosso corpo é divinal,

Bom e sem ser igual,

Perdei vossos predicados

Intentai coisa diferente.

IV

As duas c’ o mesmo homem

Era coisa de valor,

Da História que eu sei

Eram dignas de um Rei,

Senhor ou Imperador,

As chamas que as consomem.

V

Tremam de tanto Inferno,

Que amedronta o deus Marte.

Qualquer homem que as queira

Precisa de ter canseira,

De ter Sorte e ter Arte

E ter um tesão Eterno.

VI

Rogo aos deuses e fadas

Imploro às minhas Musas

Que nunca me abandonem

Que me deixem sempre ser homem

Para aguentar com tusas,

As fodas a mim destinadas.