Ode a duas irmãs
I
Musas da Romana Cidade
Mostrai vossos belos corpos
Que escondem com devoção,
Dai-me a inspiração.
Levantai até os mortos,
Ó filhas do mesmo padre,
II
Aprendam a boa vida
Ó duas formosas manas
Boas e sem um amado
Qual delas tem cu melhorado?
Qual delas tem melhores mamas?
Quem as comer que decida.
III
Pois tendo a mesma semente
Tendes os mesmos pecados,
Vosso corpo é divinal,
Bom e sem ser igual,
Perdei vossos predicados
Intentai coisa diferente.
IV
As duas c’ o mesmo homem
Era coisa de valor,
Da História que eu sei
Eram dignas de um Rei,
Senhor ou Imperador,
As chamas que as consomem.
V
Tremam de tanto Inferno,
Que amedronta o deus Marte.
Qualquer homem que as queira
Precisa de ter canseira,
De ter Sorte e ter Arte
E ter um tesão Eterno.
VI
Rogo aos deuses e fadas
Imploro às minhas Musas
Que nunca me abandonem
Que me deixem sempre ser homem
Para aguentar com tusas,
As fodas a mim destinadas.

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