quarta-feira, março 26, 2008

Viagem

Bandidos dumas terras bem distantes
Que erravam livremente nos quintais
Assaltam a cidade, protestantes
Pois comida e bebida querem mais
Assumem uma coisa nunca antes
Vista pelos outros seres mortais
Arrancam com as suas vinte garras
Melodias de celestiais guitarras.

Pela ordem que impõe a realeza
Seguem todos uma linha de comando
O Moustache coordena esta empresa
Um Magister que domina este bando
O Maestrum que ordena concerteza
É Cojones que se impõe, tocando
Atrás dele segue um outro, lentamente
Ancionis Cesar, velho e doente.

O que adora o eterno Astro-Rei,
É quem conta as moedas e as notas
Outra fala e assume que é Lei
Bipolar que azeita ou faz chacotas
Faltam dois, os que eu emparelhei
Manus, Cuzius e outras trocas
Afilhados, duma escola diferente
Estão aqui para ser um dia, gente.

Falta ainda referir os animais
Que a custo a viagem abraçaram
Afilhado, és o Senhor dos Quintais
O Ursinho qu' estrangeiras adoraram
Coraçon, que com artes digitais
Triunfou onde outros fracassaram
Falto eu, que transcrevo a história
Manolo, se não me falha a memória.

Tunos ilustres que aqui faltais
Para vós faltar-me-á a pena
Pois histórias, cantaria até mais
Se personagens fossem desta cena
Momentos destes nunca são iguais
E uma digressão que seja eterna
Aquela que aos deuses se encerra
É quando o corpo jaz e se enterra.