Perdão
Não sei o que faço
Sou doido, insano,
Encaro a amizade
Como algo profano.
Sou parvo, devasso
Pr'aquelas que amo
Não digo a verdade
Em nenhum momento,
Não tenho piedade
Pois sempre engano
Quem de amor arde.
P'ra quê sofrimento,
Por mim que sou louco?
P'ra quê sentimento,
Sem ter lealdade?
Se sou soberano
Da minha vontade
Nenhum fingimento
Tem honestidade.
E vou ser humano
E sem embaraço
Dizer sem piedade
Ao cair do pano:
Meu amor é escasso.

1 Comments:
"Da minha vontade
nenhum fingimento
Tem honestidade"
Particularmente brilhante e surpreendente.
A minha humanidade rejubila perante a surpresa de te encontrar através das palavras. Deixo o testemunho de admiração e espero mais...
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