domingo, março 19, 2006

Cinco elementos

Afundo-me pouco-a-pouco,
Nesta grande tempestade,
Tenho muito mais de louco,
Que qualquer dia já penso,
Que perdi a sanidade.

Consome-me fogo intenso,
Do Astro-Rei emanado,
Que depressa me convenço,
Que ele provém do meu ser,
De louco, apaixonado.

E ao brando anoitecer,
Só a brisa me acalma,
Quando vou adormecer,
Sozinho nesse momento,
Sinto a morrer minha alma.

Desço aos confins do tempo,
Da terra e do Universo,
Já não vejo o Firmamento,
A Lua, o seu movimento,
E seu bailado perverso.

E de manhã, como o vento,
Corro ao meu Nirvana,
Um etéreo pensamento,
Pleno, bom, verdadeiro,
Que limpa a mente insana.